Jeongyeon, uma aspirante a romancista de vinte e seis anos, tenta escrever seu primeiro romance, mas não é fácil. É uma história sobre um alienígena que veio à Terra em busca de um amor absoluto e verdadeiro, e a razão de tamanho bloqueio é que a própria Jeongyeon se recrimina por não conhecer o amor. Por outro lado, Najeong, sua antiga colega de escola, que é pintora, prepara sem dificuldades uma exposição individual. “Earbug”, estreia que destaca a imaginação impetuosa e peculiar de Kim Hyo-mi, é uma animação vigorosa em que o sentimento de fracasso e de inferioridade, a inveja e a ansiedade, a dúvida sobre si e a sensação de perseguição de quem cria produzem um poderoso estrondo, chegando a um momento de transformação interior, metamorfose e libertação. A música e o som do filme, incluindo o “Bolero” de Maurice Ravel, fazem cócegas nos ouvidos de Jeongyeon e os estimulam, conectando-a às verdades incômodas que vinha ignorando, aos momentos que deseja evitar e a um mundo inquietante, até se tornarem uma oportunidade de mudança. É uma fantasia singular que transborda energia irrestrita.